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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Neutralidade - o fio da navalha

Qualquer fosse a posição do Partido Verde nestas eleições, motivos haveria para críticas, como não deixaram de haver ao lançarmos a candidatura de Marina Silva à Presidência da República. Por um lado houve a boataria de que servíamos ao PSDB para provocar o segundo turno. Do outro lado, não foram poucos os que juraram de pés juntos que a candidatura era uma alternativa a Dilma Roussef, caso essa não conseguisse decolar – o PT então desembarcaria no PV com toda sua artilharia. Duas visões equivocadas.

Essas falsas teorias conspiratórias pareceram mais interessantes que a realidade pura e simples: o PV é um partido com enorme potencial de crescimento e aceitação pela sociedade e encontrou em Marina Silva um nome viável para levar à disputa presidencial nossas bandeiras, em especial a defesa do desenvolvimento sustentável. E fomos tão bem sucedidos que até quem nunca teve esse compromisso ou sequer tem o mínimo entendimento do que significa o tal “desenvolvimento sustentável” repetiu o jargão em todos os níveis das eleições. Era hora, de fato, de ocuparmos o espaço político.

A candidatura verde antecipou o que foi o tom da campanha mais à frente. O bombardeio dos questionamentos sobre a questão do aborto e contra a discriminação de homossexuais nos primeiros momentos só mais tarde tomou os outros candidatos por alvo. E, agora no segundo turno, tanto Dilma quanto Serra têm de dar a 20 milhões de brasileiros, que “marinaram”, satisfações sobre seus compromissos em relação à política ambiental de seus eventuais governos. Ponto para o PV: só isso já é determinante de uma campanha vitoriosa.

Cobrar de Marina e da direção nacional do Partido uma posição ao lado de um ou outro candidato poderia representar para aqueles que fazem a crítica pela crítica a confirmação de uma ou outra das teses conspiratórias. Oferecer aos dois candidatos a base dos compromissos que o Partido Verde assumiu com a sociedade ao entrar no pleito foi a oportunidade dada aos dois para que assumissem compromisso com o eleitorado que acreditou nelas. Nem Dilma, nem Serra é verde por dizer “ter simpatia” pelas questões ambientais, ações é que vão demonstrar compromisso real com o desenvolvimento sustentável do país.

Nos estados e no Distrito Federal, onde as eleições para o governo local também chegaram a um segundo turno a lógica não é exatamente a mesma e não é a mesma de uma Unidade da Federação para outra. Em Brasília não poderíamos nos omitir em assumir posição em relação a uma candidatura rorizista – seja de Joaquim, Wesliam, ou qualquer outro que se dispusesse a levar à frente as práticas políticas ambientalmente agressivas, socialmente equivocadas e moralmente degradadas de seu mentor. Por isso apoiamos Agnelo Queiroz, que assumiu conosco um compromisso programático o qual vamos cobrar em sua gestão.

Durante o primeiro turno, quando o próprio Roriz insistia em ser candidato, apesar da ficha suja, seu apoio declarado à candidatura tucana à Presidência não conseguiu atrair José Serra, provavelmente para não contaminar sua candidatura aparecendo ao lado de uma figura que, no Brasil inteiro, é vista com reservas. Terceiro colocado na votação em Brasília, no segundo turno a ânsia por votos a qualquer custo parece ter tirado os pruridos do tucano, que não demonstrou constrangimento de apoiar uma candidata laranja do velho coronel.

Ao fazer isso, ficou clara a posição de Serra de nenhuma consideração à população de Brasília. Fica demonstrado que não ter assumido o apoio a Roriz no primeiro turno não foi uma decisão calcada em comprometimento ético, mas em marketing eleitoreiro. Mais uma vez, agora no caso de Serra, não podemos nos omitir. Assumir um papel neutro em uma disputa entre candidatos minimamente honrados é uma coisa, deixar de tomar partido quando uma das partes demonstra total descompromisso com a população seria omissão. O Partido Verde do Distrito Federal não é e não será omisso na defesa de Brasília.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A última pesquisa do instituto de pesquisas brasiliense Soma Opinião e Mercado aponta que Marina Silva está na frente de todos os outros candidatos à Presidência da República. Divulgada apenas pelo jornalista Claúdio Humberto, a pesquisa aponta diferença de cinco pontos percentuais de Marina em relação à segunda candidata.

Eduardo comemora a virada verde. “Foi aqui em Brasília que a onda verde começou a subir e vemos agora confirmamos nossas expectativas”, diz.Segundo o levantamento do Soma, realizado nesta quinta-feira, 29, Marina aparece à frente com 34% dos votos válidos, contra 29% da candidata petista e 24% do tucano.

O presidente do Soma, Ricardo Penna, confirmou as informações divulgadas por Cláudio Humberto. “A informação procede. Foram os números apurados na pesquisa”, afirmou. Segundo o levantamento, ainda há espaço para o crescimento da onda verde, pois o percentual de eleitores indecisos ainda é de 5%.

Acompanhe o andamento da campanha de Eduardo no www.eduardopv43.com.br.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

No dia 3 de outubro, vote com consciência! Conheça as propostas e os valores do Partido Verde e escolha entre os nossos candidatos para fazer uma limpeza na política de Brasília e do Brasil. Para presidente, vote Marina Silva, para governador, vote Eduardo Brandão.

Clique AQUI e conheça também nossos candidatos ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados e à Câmara Legislativa, escolha o 43 e confirme seu voto verde.

Participação popular

Reunido com lideranças de conselhos, prefeituras, associações e institutos comunitários de Brasília na tarde da terça-feira, dia 27, Eduardo apresentou suas propostas e ouviu demandas dos grupos sociais representados pelas entidades.

Os líderes apresentaram documento com suas propostas e fizeram suas observações e queixas, entre elas a de que suas proposições não são devidamente tratadas pela Administração Pública. Para Eduardo esse é um sintoma do tipo de governança estabelecido no GDF. “Como é tudo loteado, a atuação dos órgãos é estanque e as lideranças da sociedade não tem espaço ali se não tiver algum tipo de ligação privilegiada”, afirma.

Ao longo da campanha, vários foram os encontros com lideranças de diversos segmentos e o que não faltou foram propostas e observações sobre o que está errado na cidade. “o governo é que não quer tomar conhecimento do que está errado e do que a sociedade quer”, observa Eduardo.

“No meu governo, os núcleos vivos da sociedade serão parceiros na fiscalização da implementação das políticas públicas e na criação de projetos e programas. Do Ministério Público também quero aproximação: as portas estarão abertas para o acompanhamento de perto. Quero todo contrato e toda proposta analisadas, para que eventuais irregularidades sejam detectadas no logo início”, propõe.

Proposta considerada bastante coerente foi a de realização de reuniões trimestrais com lideranças comunitárias. “É justo e necessário que a sociedade seja informada do que está sendo feito, como está sendo feito e que possa interferir no processo de aplicação das políticas públicas”, diz.


Siga as atividades de campanha pelo site www.eduardopv43.com.br.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dias de esperança

Artigo escrito por Eduardo Brandão

Nos últimos dias comemoramos o Dia da Árvore, passamos pelo Dia Mundial de Limpeza das Águas, participamos de eventos do Dia Mundial sem Carro e, hoje, comemoramos a chegada da primavera. Ao mesmo tempo vemos a disseminação generalizada dos focos de queimadas tanto em Brasília quanto no resto do país e continuamos na rotina da seca com mais de 120 dias sem chuvas e temperaturas altas.

Olhando o horizonte vermelho dos fins de tarde, tingido pela fumaça e outras formas de poluição e aguardando o canto das cigarras, sinal de que as chuvas não tardam, vivemos a ambivalência das celebrações da natureza e a constatação das agressões a que tem sido submetida.

Os efeitos das mudanças climáticas, para o nosso cotidiano estão se traduzindo em seca mais rigorosa e temperaturas mais elevadas. Não podemos esquecer que temos participação ativa nesse processo. São as atividades humanas na produção de bens, nos hábitos de consumo e na forma de viver que determinam níveis de poluição e contaminação da atmosfera com gases de efeito estufa, desmatamento de matas que deveriam ser protegidas, contaminação e agressão aos mananciais dos quais dependem a própria manutenção da vida.

Junto com a mudança de estação vivemos os dias finais da primeira fase do processo eleitoral deste ano. Ao mesmo tempo em que acalentamos a esperança de que as chuvas venham logo e cubram de verde o marrom e o cinza resultantes dos rigores do clima e das queimadas, sonhamos com resultados eleitorais que mudem o panorama político da capital do país. Este também agredido por ação humana incorreta, queimado e corroído pela praga da corrupção.

Da mesma forma que o cerrado vai se recuperar dos efeitos das secas e queimadas, acreditamos que Brasília vai se recuperar dos efeitos deletérios da política viciada e nociva que aqui havia se instalado. Nós, do Partido Verde, apresentamos nossas candidaturas para colaborar nesse processo e vamos continuar trabalhando pela ecologia política brasiliense: sem corrupção, orientada para o interesse da população e para o desenvolvimento sustentável da cidade.

Em nossas propostas para Brasília, não esquecemos a íntima ligação entre a atuação de um governo e o respeito à natureza e à vida. Nossas propostas são para que Brasília mude o rumo: de um desenvolvimentismo equivocado, baseado em destruição de recursos naturais e no desperdício dos recursos públicos, propomos um crescimento harmonioso, com qualidade de vida para todos, respeito ao meio ambiente e adequação da forma de vida na cidade ao padrão que será a prática adequada ao Século XXI, para o bem das gerações futuras.

É isso o que representa o voto no 43! Não entramos nesse pleito como mais um grupo dentro de uma disputa pelo poder ou por vantagens advindas do acesso aos cofres públicos. Também não abandonamos nossos valores e compromissos para alcançar a vitória a qualquer custo. Nosso compromisso com relação à política, à natureza e a cada cidadão é o de tratamento ético, justo e respeitoso.

Vamos chegar ao 3 de outubro, com a chuva de volta e com as esperanças renovadas pelo futuro de nossa cidade.

Acompanhe a campanha eleitoral do Partido Verde em Brasília no www.eduardopv43.com.br.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Compromissos com a sociedade civil

Afirmação de compromissos com os justos interesses dos diversos segmentos da sociedade deram a tônica aos últimos dias na campanha de Eduardo Brandão ao Governo do Distrito Federal. Depois do acirrado debate na TV Record em que Eduardo afirmou suas posições de forma veemente, na manhã desta terça-feira participou do debate Criança e Adolescente: Prioridade Absoluta e assinou a carta de compromissos com os direitos das crianças e adolescentes.

Esse debate foi uma promoção do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (CDCA/DF), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), a Associação dos Conselheiros Tutelares do DF, o Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF, o Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil do DF, o Fórum de Aprendizagem do DF, a Legião da Boa Vontade (LBV), o Instituto Marista de Assistência Social (Imas) e a Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude.

Acompanhe as atividades do Eduardo no www.eduardopv43.com.br.

Debates, sabatinas e entrevistas

Nesta quarta-feira, a partir das 11h, Eduardo concede entrevista ao radialista Josué Amaral, no programa Revista da Manhã, da Rádio Band AM (1410 kHz.). Entre músicas e uma boa conversa, mostra suas propostas para o Distrito Federal. No dia seguinte, às 19h20, participa de debate com membros do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscom/DF), da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco) e Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi/DF). A pauta inclui metas nos programas de obras e priorização na construção de equipamentos públicos como hospitais, postos de saúde e escolas públicas.

Acompanhe as atividades de campanha de Eduardo no www.eduardopv43.com.br.

sábado, 11 de setembro de 2010

Ruptura com o passado e leveza

Em contraponto às candidaturas que se apresentaram ao pleito de 2010, Eduardo Brandão propõe a ruptura com as práticas políticas do passado, representadas por uma candidatura sem registro, e a leveza que o outro lado, inchado por coligações que nem os próprios militantes dos partidos engolem, pode oferecer ou sonhar. Nesta entrevista Eduardo responde a perguntas que são mais frequentes entre os eleitores e algumas mais específicas, enviadas por internautas que querem conhecer melhor o pensamento do candidato do Partido Verde ao Governo do Distrito Federal. Independente, sem botox, efeito de photoshop ou cartilha de marketeiro – características marcantes de boa parte dos candidatos neste processo eleitoral –, ele expõe propostas para um governo Verde em Brasília e fala o que pensa sobre temas polêmicos para a sociedade, como a união civil entre pessoas do mesmo sexo e aborto.

Veja a entrevista no www.eduardopv43.com.br.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aula de democracia

Os estudantes da Universidade de Brasília promoveram uma verdadeira aula de cidadania ao promover um debate em que todos os candidatos ao GDF foram convidados. Nessa aula, os candidatos das coligações Esperança Renovada, Joaquim Roriz, e Novo Caminho, Agnelo Queiroz, faltaram e foram criticados no twitter por seus próprios simpatizantes. Promovido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) Honestino Guimarães, o evento, que começou às 18h, lotou o Auditório 2 Candangos, da Faculdade de Educação do Campus Darcy Ribeiro.

Além de perguntas da platéia, os candidatos foram convidados a apresentar suas propostas para três diferentes áreas do governo que foram sorteadas na hora e responderam a perguntas feitas por meio do Twitter. Eduardo falou sobre transporte público, saúde, política de gêneros, habitação e governabilidade, entre outros temas levantados.

O Debate foi transmitido em tempo real pela UnBTV (Canal 6 da NET) e pelo portal da Universidade (http://www.cpce.unb.br/unbtv/debate.htm)

Defesa das vítimas de violência

Nesta terça-feira, 24, Eduardo foi o primeiro dos candidatos ao Governo do Distrito Federal a assinar o termo de compromisso pelo fim da violência contra a mulher e de combate à pedofilia, ao lado do presidente da OAB/DF, Francisco Caputo, e do coordenador do Programa Proteger e procurador regional da República, Guilherme Schelb.

O termo apresenta medidas emergenciais para a implementação efetiva de políticas públicas em defesa da infância e da mulher no DF. Entre essas medias estão equipar os Conselhos Tutelares e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social, realizar campanha institucional permanente de conscientização sobre a prevenção da violência e fortalecer e apoiar os programas e as instituições de atendimento à mulher, à gestante e ao recém-nascido.

Eduardo ressalta que essas são medidas urgentes, especialmente diante da falta de proteção a que estão expostas mulheres e crianças. Na semana passada, o único abrigo público para mulheres vítimas de violência do DF foi fechado e as mulheres e crianças transferidas precariamente para local provisório. “E não foi por falta de dinheiro. O Governo Federal já havia feito repasse para o GDF dar tratamento mais adequado à questão”, ressalta.


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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Voluntários contra o câncer receberão apoio

Eduardo visitou nesta segunda-feira, 23, a Associação de Assistência ao Tratamento de Pessoas com Câncer (Astropec). A entidade, que fica em Taguatinga, é sustentada por doações, com as quais arca com custos como aluguel e prestação de assistência e apoio a mais de 60 pacientes com câncer que estão sendo atendidos na rede pública de saúde do Distrito Federal. “São pessoas que vêm de outros estados, em geral do Entorno, e não têm onde ficar”, explicou a enfermeira Eva Barreira. “Aqui damos medicamentos, alimentação e lutamos pelo bom atendimento deles”.

Emocionado, Eduardo reconheceu o valor do trabalho dos voluntários. “A Associação não recebe nenhum apoio do Estado. São pessoas que entregam suas vidas por esses doentes”, elogiou. Iniciativas como essas, enfatizou, receberão total apoio em seu governo. “Como diz Marina Silva, temos que trabalhar com os núcleos vivos da sociedade para unir forças e vencer obstáculos”, ressaltou.

Acompanhado dos candidatos a vice governador Luiz Maranhão, e a deputado federal Wanderley MD, ambos médicos, além da candidata a deputada federal Joyce Matias, Eduardo aproveitou o momento para anunciar suas propostas na área de saúde. “Vamos reforçar e ampliar a quantidade de equipes multidisciplinares do Saúde da Família e teremos postos e centros de saúde funcionando 24 horas por dia”, garantiu.

Ele adiantou que pretende informatizar todo o sistema de atendimento dos hospitais, os prontuários dos pacientes e o controle e distribuição de medicamentos. “Mas, acima de tudo, precisamos melhorar a gestão dos gastos com a Saúde. O problema na capital não é falta de dinheiro, o problema é má administração”, disse.

Junto com essas, acrescentou, uma de suas primeiras ações à frente do GDF será se reunir com os governadores dos estados do Entorno e com representantes do Governo Federal para discutir o sistema de saúde de toda a região. “Não queremos impedir que esses pacientes venham para Brasília, mas precisamos encontrar solução para atender a todos sem abarrotar o sistema”, finalizou.


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Como ajudar:

A Astropec fica na QNG 27 Casa 22, em Taguatinga Norte.
O contato para voluntariado ou doações pode ser feito pelos telefones 3963-8957 ou 9311-8465.
Para conhecer um pouco do trabalho da Astropec, acesse www.astropec.org



Entrevista à Rádio CBN Brasília


Hoje Eduardo concedeu entrevista à Rádio CBN na segunda-feira, dia 23. A conversa com o jornalista Estevão Damázio foi ao ar às 10h e incluiu tópicos sobre saúde, educação, transporte e segurança pública e afirmou apoio à proposta de eleição direta para os administradores regionais das cidades satélites. "Como o cidadão pode ser representado, se ele não escolhe seu administrador?", questionou.

Eduardo também reafirmou que pretende criar uma secretaria extraordinária para tratar a questão da regularização de condomínios, loteamentos e parcelamentos no Distrito Federal. "São 600 mil pessoas vivendo em condomínios irregulares", enfatizou.

Sobre drogas, disse que as fronteiras do DF têm de ser protegidas. "A matéria prima para as drogas não é produzida aqui", declarou. "Temos que atuar na prevenção", completou.

Eduardo também falou sobre a adoção de ônibus verdes, movidos a etanol e energia elétrica, no transporte público e sobre a utilização de equipamentos públicos já existentes em um programa de educação integral.










Reencontro com a UnB




A convite da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília, Eduardo esteve na Universidade de Brasília para falar sobre os desafios e as perspectivas do esporte e do lazer no Distrito Federal, além das propostas para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Foi um reencontro com a Universidade em que se formou.


Eduardo destacou a necessidade de aproveitar equipamento público fora das escolas para as atividades da educação integral, pois a estrutura atual não é suficiente para acomodar os estudantes em um contraturno. “Precisamos aproveitar o que já temos, porque essa geração não pode esperar", argumentou.

"Vamos trabalhar o contraturno com o que temos. A escola integral não pode esperar", enfatizou. Para isso, parques públicos, espaços culturais e auditórios precisam ser recuperados, para que as aulas de educação física possam ser feitas ao ar livre e outras atividades lúdicas possam ser desenvolvidas de maneira adequada. "A educação não pode ser jogada de lado. Seu lado lúdico deve ser aproveitado para melhorar o desempenho dos alunos em todas as matérias", explicou.

Sobre as obras da Copa de 2014, ele mostrou dúvida. "Até hoje não entendi porque um estádio custará R$ 750 milhões. Vou auditar os contratos para ver onde foi a roubalheira", criticou.

Visita a condomínio modelo


Foto: www.entrelagos.com.br












Na quinta-feira, dia 19, Eduardo visitou a fábrica de tijolos e meios fios reciclados, feitos com garrafas PET e entulho, do Condomínio Entrelagos, próximo a Itapõa.


Com 10 mil habitantes, o Condomínio emprega seis funcionários e faz seu próprio calçamento a custos mais baixos. “Este é um ótimo exemplo do que queremos para Brasília. Reciclagem que emprega, barateia o produto final e dá destino para lixo não degradável”, ressaltou Eduardo.


Cada bloquete de meio fio reciclado proporciona economia de 22% no valor do produto, segundo candidato a deputado distrital Adilson Barreto, idealizador do sistema. “Dá para montar uma fábrica dessas em cada comunidade mais pobre do Distrito Federal, para construir ruas e ciclovias onde as ruas ainda são de terra. É econômico e gera emprego”, ressaltou Eduardo.

Acompanhado de Adilson, que também é presidente da Federação dos Condomínios Horizontais do DF (Facho – DF), Eduardo comentou a situação de insegurança dos moradores dos 513 condomínios de Brasília, a grande maioria deles ainda em situação irregular.

Garantiu que, eleito, vai criar uma Secretaria Extraordinária de Condomínios, Loteamentos e Parcelamento de Solos, com data para começar e terminar as atividades para acelerar o processo de regularização fundiária. “Vamos chamar os moradores, que representam 25% da população do Distrito Federal, para senta à mesa e dar uma solução definitiva para essa questão”, garantiu.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Eduardo defende ação para salvar memória de Brasília


Foto: Fundação Athos Bulcão

Igrejinha 108 sul



O candidato do Partido Verde ao governo de Brasília, Eduardo Brandão, criticou o descaso do
governo com a Fundação Athos Bulcão que já teve decisão de despejo mas poderá se manter no prédio da Secretaria de Cultura, no Setor de Autarquias Norte, por mais dois meses por conta de uma liminar concedida pela justiça.

De acordo com a lei, a Fundação é uma entidade privada e não pode ocupar prédio público, embora já esteja no local há 18 anos. "Nesse tempo todo ninguém conseguiu encontrar uma solução para o problema!", reclamou Eduardo prometendo enfrentar a burocracia para doar um
terreno à Fundação em seu governo. "Uma cidade não existe sem memória, e, Athos (foto), com suas obras e os 50 anos dedicados a Brasília, é um dos símbolos da nossa cidade", afirmou ele diante dos azulejos de Athos Bulcão que envolvem a Igrejinha na 107/108 sul, onde caminhou na manhã dessa terça-feira, 10.


Para Eduardo a proposta de instalar provisoriamente a sede da Fundação no Edifício Turing, perto da Rodoviária, não é satisfatória. No local faltam espaço e condições adequadas para abrigar as 70 obras do artista e os 7 funcionários permanentes, além de 18 profissionais que realizam trabalhos temporários. "Existe a promessa de doação de um terreno no Setor de Difusão Cultural, perto do Clube do Choro e da Funart, mas por causa da burocracia, até hoje essa promessa não foi cumprida", explicou uma funcionária da Fundação.


"Esse é apenas um exemplo do abandono que se encontra nossa cultura. Há duas décadas não existe uma política cultural efetiva na cidade para valorizar nossos artistas e descobrir novos talentos", desabafou Eduardo. "Eu fui colega do Renato Russo, joguei basqueste com o Oscar no Clube do Vizinhança, velejei com o Lars Grael no Lago Paranoá... Vi tantos talentos surgirem proque eles tinham alguma oportunidade. Que oportunidade estamos dando agora para nossos jovens talentos?", questionou, garantindo que em seu governo educação, em todos os níveis e cultura terão prioridade.




Postado por Cecília Maia


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domingo, 8 de agosto de 2010

Eduardo Brandão aposta na popularidade da presidenciável do PV para conquistar eleitores




Publicação: 08/08/2010 08:20



A corrida ao Palácio do Buriti conta com oito candidatos.
Os dois mais bem colocados nas pesquisas travam uma disputa histórica. Joaquim Roriz (PSC) foi governador por quatro vezes. O Partido dos Trabalhadores ocupou o cargo por quatro anos, mas sempre esteve vivo nas disputas eleitorais. Neste ano, outros concorrentes tentam quebrar a hegemonia azul versus vermelho.


Eduardo Brandão, do Partido Verde, já esteve com o PT e integrou o governo de José Roberto Arruda por um ano, mas resolveu não fazer alianças para as próximas eleições. “Após o sofrimento político do último ano, entendemos que era hora de nos posicionarmos e colocarmos uma candidatura alternativa para o Distrito Federal”, diz. O trunfo da legenda é a disputa de Marina Silva à Presidência da República, que garante mais visibilidade aos candidatos do PV.

Durante a campanha, Brandão promete ser propositivo, mas sem deixar de apontar as falhas dos adversários. Para ele, Roriz traz uma instabilidade jurídica para o DF — uma vez que tem a candidatura sub judice. “Se por acaso ele obtiver sucesso, quem garante que ele vai ser diplomado, que vai assumir?”, pondera. Já Agnelo tem problemas internos na coligação para resolver. “Eles vão ter muita dificuldade nesse processo. Tanto internamente, como no relacionamento com o PMDB.”


Por que o PV resolveu lançar o senhor como candidato a governador do Distrito Federal?

Eu nasci em 14 de fevereiro de 1960 e com um mês de idade já estava em Brasília. Vi essa cidade crescer de uma forma interessante nos primeiros anos e depois de uma forma muito cruel. Estou no Partido Verde há 20 anos, fui presidente em Brasília por 10 e atual secretário-nacional. Com a vinda da Marina para o PV, o partido mudou de patamar. Passamos a ter outro tipo de visibilidade. Temos hoje uma candidata a presidente da República que destruiu a polarização nacional entre PT e PSDB e, em Brasília, tem uma intenção de voto de 20%. Após o sofrimento político do último ano, entendemos que era hora de nos posicionarmos e colocarmos uma candidatura alternativa para o Distrito Federal. Existe uma hegemonia do Roriz, em 18 anos de governo, e nunca tivemos opções. Não lançamos uma candidatura para marcar posição, mas para disputar.


Para chegar ao segundo turno, será preciso tirar Roriz ou Agnelo. Quem é o alvo do PV?

Não existe um alvo específico. De um lado, tem a hegemonia do Roriz. Ele sempre escolheu ganhar do PT. Agora, a candidatura do Roriz só serve para aumentar o sofrimento do brasiliense, porque vamos continuar na mesma incerteza jurídica que estamos vivendo há quase um ano. Se, por acaso, ele obtiver sucesso na candidatura, quem garante que ele vai ser diplomado, que vai assumir? E o povo de Brasília fica como? Por outro lado, o PT, historicamente, não consegue a reeleição. Em todos os lugares, guardadas as exceções, o PT não consegue outro mandato por problemas de gestão.


Se forem confirmadas as expectativas de dar os dois no segundo turno, quem o PV apoiaria?

Não espero que isso aconteça. Hoje, as pesquisas medem o nível de conhecimento. Roriz já foi governador. Agnelo foi deputado distrital, federal, ministro (do Esporte). Na medida em que a gente conseguir mostrar a candidatura do Partido Verde, as nossas propostas e a ligação forte com o projeto nacional, esse quadro vai mudar rapidamente. A campanha começa realmente agora, quando as pessoas começam a parar para pensar sobre isso. Elas estão voltadas para as eleições para presidente e ainda não se voltaram para as disputas regionais.


Mas o senhor tem potencial para roubar o eleitor de quem?

Podemos tirar votos dos dois lados. Até por conta de alguns processos, como as confusões que existem nas outras campanhas. O Fraga (Alberto Fraga, candidato ao Senado pelo DEM) decidiu fazer campanha independente, sem o Roriz. Do lado do PT, existe uma dificuldade muito grande dentro da aliança. Eles fizeram uma vitamina de muitas frutas. Essas duas candidaturas fizeram dois copos de vitamina pensando exclusivamente no tempo de televisão. Agora, não podemos esquecer que nossa história sempre foi mais à esquerda. Nunca fizemos parte do grupo do Roriz.


Em 2006, vocês foram vices do PT, mas recentemente fizeram parte do governo Arruda…

Nós fomos para o governo em dezembro de 2008. Também foi o PDT, o PPS já estava desde o começo, o PT sempre vai de alguma forma, o PSB. Naquele momento, o governo tinha 80% de aprovação. Não somos antigoverno. Não temos um projeto para não governar. À medida que as nossas propostas são valorizadas, a gente quer contribuir. Fizemos projetos importantes no governo. A primeira bandeira foi a questão do aterro sanitário. Brasília tem um lixão a céu aberto a poucos quilômetros do Congresso Nacional. Isso não é possível. Desenvolvemos projetos de vivência, como os parques perimetrais. O conceito é fazer uma área no entorno do parque como uma área de transição, delimitando o parque não por cerca, mas com uma ciclovia, um calçadão para atividades de lazer e esporte. Esses projetos foram muito interessantes. Mas fomos o primeiro partido a sair do governo quando estourou o problema (da Caixa de Pandora).


O PV não tem deputado em Brasília para dar sustentação a um possível governo. Como conseguir governar sem repetir a prática denunciada pela Caixa de Pandora?

A gente não vai ter um número pequeno na Câmara. A experiência nos mostra que com Marina vamos ser muito mais fortes. Em São Paulo, tivemos 500 mil votos de legenda. Mesmo assim, não vamos ter maioria na Casa. Mas qualquer que seja o governador, ele terá que mudar essa relação com a Câmara. A vocação de Brasília é sair das páginas policiais e ir para as de política. Isso vai ser reformulado de qualquer maneira, porque não existe mais essa possibilidade de relações promíscuas. Vamos governar com os deputados que vamos eleger e com o apoio de muitos partidos, como o PDT e o PSB, com quem sempre trabalhamos juntos. A nossa base de apoio vai ser em cima de propostas.


O senhor acredita que vai ter uma resposta do eleitor para fazer uma faxina na Câmara?

De uma grande dor surgem as mudanças. A gente vai ter uma renovação muito maior do que o normal. Esse é o primeiro passo. Depois será preciso mobilizar a população para fazer a reforma política. O Partido Verde está mobilizado para isso.


O líder das pesquisas já governou Brasília por vários anos. Você acha que o eleitor vai comprar a ideia de renovação?

Se fosse para me pautar por pesquisa, não estaria enfrentando esse projeto. A gente tem muita esperança em Brasília, que dá exemplos fantásticos. O Distrito Federal é a única unidade da Federação com faixa de pedestres. No nosso plano de governo, por exemplo, está a implantação da bicicleta pública para pequenos trajetos, como da Rodoviária do Plano Piloto à Esplanada dos Ministérios. A pessoa chega de metrô, se identifica no bicicletário, pega uma bicicleta, vai ao Ministério e volta. Isso vai dar certo. Vamos mostrar que temos capacidade para isso, porque Brasília é uma cidade politizada.


Em um minuto e três segundos de televisão no horário eleitoral, o que dá para mostrar?

Dá para mostrar nosso trabalho. Os outros dois candidatos têm tempo para falar muita besteira e errar bastante. Vamos trabalhar propositivamente. Vamos apontar os erros, como o grande erro ambiental de Brasília, o desmando e a grilagem de terras. Hoje, 25% da população moram em condomínios. Quantos estão regularizados? O que fizeram com a Colônia Agrícola Vicente Pires, com o córrego, com a área de proteção e com as matas ciliares é um horror. Fica em frente à residência oficial do governador. Quem estava lá não viu? É o desmando. Também tem a parte legalizada, como a área do Catetinho. Não deve ter adensamento urbano lá. É um erro muito grande do Estado.


O que o senhor acha do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial)?

Nós precisávamos do PDOT há muito tempo. O primeiro documento foi técnico e poderia ter tido alguns pontos de correção. Mas quando foi para a Câmara, ele virou um documento político. Agora precisa ser reestudado e revisado. Tem uma série de pequenas cirurgias encomendadas por interesses pessoais. Brasília tem o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Aí se pega uma residência com gabarito de oito metros de altura e transforma em área para posto de gasolina ou para prédio de 20 andares. Isso não pode existir. O processo de adensamento é necessário. Mas você tem de saber escolher o que fazer.


A previsão de gastos da sua campanha é de R$ 20 milhões. Por que é tão cara e de onde vem o financiamento?

A lei eleitoral é rígida. Se o candidato passar R$ 1 da previsão, é impugnado. Como desde o início um estudo aponta que vamos estar no segundo turno, o partido entendeu melhor colocar uma margem de folga. Hoje, a gente trabalha com doações de amigos. Não temos pacto com nenhum desses projetos de estruturas organizadas nos serviços prestados ao governo. Nossa possibilidade de arrecadação é pequena. A previsão real do primeiro turno é de 15% do que a gente calculou.


Muitos candidatos estão reclamando da falta de dinheiro. No PV a situação é semelhante?

A gente já esperava não aparecer dinheiro. A diferença que sinto nas campanhas está na aceitação no corpo a corpo. A experiência da outra vez (em 2006) foi muito triste. Na primeira caminhada no Setor Comercial Sul, gritaram: “Vai cuecão de dólar”. Isso porque a gente estava no auge do mensalão do PT. Era ruim abordar as pessoas nas ruas e falar sobre candidatura.


Vocês estiveram em duas situações delicadas: com o PT logo após o mensalão em nível nacional e com o DEM, em Brasília, na época das denúncias de corrupção.

A opção de estar na última eleição com o PT foi resultado de uma história de atuação em Brasília. Sempre estivemos no bloco de oposição ao governo Roriz. Além disso, a contribuição do PV ao governo (Arruda) foi muito boa para a sociedade.


Sobre a Lei da Ficha Limpa: o senhor foi condenado por falência fraudulenta da empresa da qual era sócio. Quase foi enquadrado na lei, mas, como a pena prescreveu, foi liberado. O que acha disso?

Primeiro, sou absolutamente ficha limpa. Todos os meus documentos mostram o nada consta. A Lei da Ficha Limpa é para pegar o político corrupto. O meu caso foi de uma empresa familiar, ocorrido há 20 anos. A empresa foi atingida pelo Plano Collor. A Ficha Limpa não é para isso. Como toda lei nova, ela carece de regulamentações e discussões.


Um administrador que participou da falência do próprio negócio tem condições de ser governador?

Eu era o responsável técnico da empresa. Nunca fui o gestor. Se hoje você pegar o currículo de obras das quais fui responsável pela área técnica, vai ver que tenho centenas de milhares de metros quadrados construídos, tudo funcionando corretamente. Agora, naquela época, com 30 anos, eu teria alguma dificuldade para administrar. Não porque o jovem não tenha capacidade, mas porque é necessário passar por percalços para aprender sobre gestão. Hoje, estou preparado.


Quem o senhor prefere enfrentar no segundo turno?

Estou mais acostumado a enfrentar o Roriz. A eleição dele seria um atraso e ocasionaria uma instabilidade jurídica. O DF tem duas grandes vertentes orçamentárias: a arrecadação fiscal e o fundo constitucional. Com a Copa de 2014, temos de preparar a cidade para um crescimento sustentável. Mas os empréstimos estão parados. Enquanto houver essa instabilidade, não vai ser possível fechar os contratos e fazer a cidade crescer. Uma coisa é trabalhar em cima do populismo, outra é sentar com credibilidade perante os órgãos internacionais.


E sobre uma eventual eleição do Agnelo?

A grande dificuldade vai ser no entendimento entre eles. A experiência com o Cristovam Buarque foi essa. Tudo o que tinha de resolver eles montavam um grupo de trabalho. O Executivo não pode ser um grupo de trabalho, tem de ter linhas. Temos um projeto para blindar o GDF. Vamos acabar com essa farra de cargos comissionados. Existem 30 mil cargos, a maioria ocupada não por técnicos, mas por cabos eleitorais. Eles vão ter muita dificuldade nesse processo. Tanto internamente quanto no relacionamento com o PMDB.


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Frases de Eduardo:

"Existe uma hegemonia do Roriz, em 18 anos de governo, e nunca tivemos opções. Não lançamos uma candidatura para marcar posição, mas para disputar"


"A gente não vai ter um número pequeno na Câmara. A experiência nos mostra que com Marina vamos ser muito mais fortes. Em São Paulo, tivemos 500 mil votos
de legenda"


"A campanha começa realmente agora, quando as pessoas começam a parar para pensar sobre isso. Elas estão voltadas para as eleições para presidente e ainda não se voltaram para as disputas regionais"





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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Eduardo inaugura comitê na 513 sul

O candidato ao Governo do Distrito Federal pelo Partido Verde, Eduardo Brandão, participou nessa terça-feira (03) da inauguração do Comitê Central do Partido Verde, sediado na 513 Sul. Estiveram presentes militantes e candidatos do partido aos cargos de senador, deputado federal e distrital.

O presidente nacional do PV, José Luiz Penna, esteve presente à inauguração. Em discurso, ele afirmou que o partido tem uma candidatura ao Governo do DF que dá prestígio à população de Brasília. “Somos os únicos que não temos motivos para ter vergonha de pedir votos, pois não estamos envolvidos com nenhum dos escândalos de corrupção que mancharam a imagem da cidade”, explicou.

Eduardo Brandão afirmou também que o Partido Verde tem mostrado nas ruas que está fazendo uma campanha diferente. “Como diz Marina Silva (candidata à Presidência da República pelo PV), na floresta os bichos pequenos se juntam para bater nos grandes, e é isso o que nós estamos fazendo aqui”, explicou.

Para Eduardo, em 2010 o Partido Verde vai eleger vários deputados distritais e federais, além de governar Brasília. “Vamos resgatar o orgulho de viver numa cidade que foi construída para estar sempre a frente do seu tempo”, concluiu.

O comitê é o lugar ideal para obter material de campanha de Marina Silva e Eduardo, candidatos à Presidência da República e ao Governo do Distrito Federal.

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Serviço:


O comitê fica na 513 Sul, Bloco C, loja 63 - ao lado da Piquet Pneus.

Telefone: 3245.1848



Postado por Henrique Fróes






domingo, 25 de julho de 2010

Eduardo Brandão é o entrevistado da semana

Aposta em renovação e sustentabilidade

Eleições 2010, entrevista em 25/07/2010 às 10:43

Diretamente do Blog da Paola
Fotos: Divulgação



Na terceira entrevista com candidatos ao Governo do Distrito Federal, em que as perguntas são feitas por vocês, leitores, a sabatina foi com o candidato do PV, Eduardo Brandão. Confiante de que a população vai apostar em uma renovação nas urnas, Brandão promete uma mudança drástica na forma de fazer política no Distrito Federal. As mudanças seriam tanto comportamental, com transparência e participação popular, como de políticas públicas, com
medidas sustentáveis para o desenvolvimento do DF. Confira a entrevista a seguir:






A política em Brasília, historicamente, sempre girou em torno da polarização PT e Joaquim Roriz, antes no PMDB, agora no PSC. Por que o senhor acha que o PV pode reverter este cenário nas urnas?

(Pergunta do leitor Elton Pereira)

Eduardo Brandão - Não há realmente uma polarização. O que existe é uma hegemonia do grupo do Roriz, com uma breve interrupção de quatro anos, durante o governo do senador Cristovam Buarque. Na verdade, o grupo do ex-governador disputou as eleições contra o PT, mas controla a política local há mais de 20 anos. O melhor retrato dessa hegemonia é a migração da política para as páginas policiais. O sentimento geral é de que Brasília não merece e não quer mais essas pessoas no governo.

Por isso, chegou a hora de nós, os pioneiros, que aqui crescemos, constituímos famílias e aprendemos amar esse céu e esse planalto único, assumirmos a administração da cidade. O Partido Verde é um partido novo, mas já consolidado, que tem propostas novas e modernas como é o perfil de Brasília, uma cidade que já deveria estar voltada para o terceiro milênio, mas ainda patina, por conta das velhas e maléficas práticas políticas.

Tenho certeza de que seremos a alternativa, porque temos um programa que valoriza o homem, o desenvolvimento e a natureza. A sustentabilidade, em todos os setores, representa o futuro, e Brasília, por ser a capital do país, tem que dar esse exemplo. Nós, do PV, temos o caminho.


O senhor considera que sua candidatura foi apenas uma forma de oferecer palanque para a candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, correndo o risco de ter dividido as forças contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) nesta eleição?

(Pergunta do leitor Vinícius Fernandes)

Brandão - Eleição não é uma disputa como um Fla-Flu, Corinthians e Palmeiras, Grenal, ou Cruzeiro e Atlético. O PT só faz aliança impondo os nomes e os cargos, e tem desde a sua fundação uma prática hegemônica. É um partido que não quer aliança política, quer adesão. Vamos para disputa. Vamos apresentar ao eleitorado nossas propostas, e deixar que ele vote.

Dizer que estamos dividindo forças é um argumento de quem teme a disputa. Acho inclusive falta de respeito tentar simplificar dessa maneira o processo eleitoral. Minha opinião sobre o grupo do Roriz já foi emitida na resposta anterior. Quanto ao palanque da senadora Marina, temos informações de pesquisas, feitas em Brasília, que a nossa candidata à Presidência tem quase 25% da preferência do eleitorado. Temos base, portanto, para afirmar que ela é uma força política na capital, e esse é um dos motivos que levaram o Partido Verde a ter candidatura própria ao governo.

Como estamos apenas no começo da campanha, acredito que podemos crescer, e muito, até o final, com grande possibilidade de chegar ao segundo turno. Como já disse, somos a alternativa e não achamos que vamos dividir os eleitores desse ou daquele candidato. Vamos surpreender.


Joe Valle, candidato ecologista do PSB, já está apoiando a candidatura de Agnelo Queiroz. Se houver segundo turno em Brasília e a disputa for entre Agnelo e Joaquim Roriz (PSC), quem o PV vai apoiar?

(Pergunta do leitor Gustavo Chauvet)

Brandão - O Partido Verde é plural e respeita a pluralidade. Acho ótimo que os outros partidos tenham candidatos preocupados com o meio ambiente. Isso é saudável. Gustavo, vamos esperar um pouco. A disputa nem começou. Daqui até o segundo turno muita água ainda vai rolar. É cedo para arriscar qualquer resultado, especialmente numa cidade como Brasília, repleta de cidadãos/eleitores descontentes e revoltados com os políticos. Somos hoje os recordistas em número de candidatos à Câmara Distrital porque todos sabem que a renovação deve ser completa. A propalada polarização ideológica, como já disse, é falsa. O que há é uma mistura dos dois grupos como se eles tivessem sido colocados num liquidificador e depois divididos em copos iguais, com cores diferentes. Não existe diferença. Nós, ao contrário, temos posição, temos norte, temos propostas e dentro disso é que tomaremos nossas decisões.


Caso o senhor seja eleito governador, como será sua relação de governador com a Câmara Legislativa? Como fazer uma base de apoio ao governo com pouco ou nenhum candidato do PV na Casa? Quem faria parte desta base?

(Pergunta do leitor Herson Nei Oliveira)

Brandão - Qualquer que seja o próximo governador – espero que seja eu –, vai protagonizar o início de uma nova era na relação do Executivo e o Legislativo local. A relação vai ter que ser transparente e feita à luz do dia, sem meias, sacolas e bolsas recheadas. A Câmara Distrital vai se renovar completamente como resposta dos eleitores aos escândalos que todos assistiram na TV. O PV tem 48 candidatos a distrital e com certeza alguns deles vão chegar lá. Eles serão condutores e criadores dessa nova base.


Quais os principais pontos do seu programa de governo que se diferenciam dos outros candidatos?

(Pergunta do leitor Gustavo Chauvet)

Brandão - Caro Gustavo, sinceramente conheço muito pouco o programa dos outros candidatos. Mas conheço a prática deles no poder. E o que queremos é totalmente diferente do que era, quando estiveram no Buriti. Eles querem mais viadutos e pistas largas para os carros; nós queremos transporte público de qualidade com a utilização de energia limpa para toda a gente. Eles pensam nos carros, nós pensamos nas pessoas.

Eles querem apenas mais polícia na rua; queremos uma polícia eficiente e gente na rua. Para o partido Verde, segurança pública é gente na rua, nas praças, ocupando os espaços públicos com arte e cultura. Eles abandonaram o ensino público. A educação é o primeiro item do programa do PV. Eles querem indústrias e chaminés, queremos o desenvolvimento com empregos dignos. São muitas as diferenças, principalmente conceituais e comportamentais.


O senhor pretende dar continuidade a projetos voltados à Educação como, por exemplo, o Bolsa Universitária e o DF Digital, que dá oportunidades a pessoas de baixa renda terem um ensino de qualidade? Quais as suas propostas para a área?

(Pergunta dos leitores Ludmila Mascarenhas, Danilo Silvestre e Jeniffer Alves)

Brandão - Claro que vamos manter os projetos bem sucedidos, com bons resultados. Somos contra a política de atribuir ao governo anterior apenas práticas condenáveis, incompetência e corrupção. Alguns projetos merecem ser mantidos e estimulados. A educação para o PV não faz parte do discurso eleitoral. Faz parte da vida. O PV não existiria nem teria para onde crescer sem a educação. Todo o programa do PV, na economia, na segurança, na arte, na cultura, na habitação, tudo tem a ver com a educação. Isso não é promessa de campanha, mas uma convicção do nosso Partido. Jamais chegaremos a ter o almejado desenvolvimento sustentável sem educação. Vocês, Ludmila, Danilo e Jeniffer podem chamar, sem demagogia, o nosso partido de Partido Verde da Educação.


O senhor pretende escolher os administradores regionais entre seus moradores ou líderes comunitários das cidades? Como se dará essa escolha?

(Pergunta do leitor Eurides Brutão)


Brandão - O Partido Verde conta com candidatos e pessoas qualificadas em todas as regiões do Distrito Federal. Mas Eurides, o critério de escolha não será exclusivamente partidário. Vamos avaliar a competência, a história, os laços afetivos e o conhecimento que o futuro administrador tem com cada região. Taí outra das qualidades do PV, analisamos vários aspectos e não só a questão política.




A Saúde é hoje um dos principais problemas do Distrito Federal e uma das críticas à gestão da área é terceirização dos serviços, como ocorreu no Hospital de Santa Maria. Qual a posição do senhor quanto a isso, o que fazer com o hospital e quais suas principais medidas para melhorar o atendimento à população?


(Pergunta dos leitores Dan Lima e Antônio Costa)

Brandão - Saúde é um tema tão importante para nós que o meu candidato a vice é o médico Luiz Maranhão, que já pertenceu aos quadros da rede pública. Sem trocadilhos, para o Partido Verde, prevenir é sempre melhor que remediar. Por isso, vamos ampliar as redes de assistência básica à saúde, o número e o expediente dos postos de saúde, as equipes do Programa Saúde da Família e instalar consultórios dentários nos postos de saúde e em todas as escolas públicas. Vamos equipar os hospitais e criar conselhos de moradores para ajudar na sua conservação e na fiscalização dos serviços prestados.

Sobre os convênios citados, acreditamos que eles só são considerados complexos por aqueles que não querem resolvê-los ou que de alguma forma se beneficiam deles. Com o diálogo aberto, franco e democrático com os atores e setores envolvidos é possível encontrar soluções para os conflitos hoje existentes. Um dos problemas básicos envolve a remuneração dos profissionais da saúde. Existe, por exemplo, a questão da quantidade reduzida de anestesistas e intensivistas dispostos a trabalhar no SUS, já que no setor privado os salários são mais atrativos. A melhoria dos salários é um dos caminhos em busca da solução. Não menos importante, vamos negociar com os governos Federal, da Bahia, Minas e Goiás investimentos comuns para a saúde no Entorno do Distrito Federal. Gastaremos melhor o dinheiro do contribuinte de Brasília se, por exemplo, ajudarmos o governo de Minas a construir um posto ambulatorial em Unaí. Um bom atendimento lá vai diminuir a demanda no sistema hospitalar do DF.



O PV tem bandeira de desenvolvimento sustentável. Ainda dá para fazer isso no Distrito Federal mesmo depois da avalanche de condomínios irregulares e invasões? Como seria?

(Pergunta da leitora Ana Carolina Maia)

Brandão - É, Ana Carolina! Perdemos muito tempo olhando a cidade crescer de maneira desordenada. O que fizeram em Vicente Pires, por exemplo, foi um crime. A omissão oficial permitiu que a cidade perdesse parte do seu cinturão verde e das matas de galeria. O riacho de águas limpas da minha infância é hoje um canal condutor de lixo e esgoto a céu aberto. Agora cabe a nós preservar o que resta, recuperar áreas degradadas e recriar cinturões verdes.

Outro aspecto fundamental – e essa é uma das razões do PV ter sido criado – é a conscientização que devemos ter da nossa relação com o meio ambiente. Quando o PV surgiu, foi vítima de campanhas difamatórias, a defesa do crescimento com equilíbrio e respeito à natureza eram consideradas propostas utópicas. Pouco a pouco, tijolo a tijolo, mostramos que a sustentabilidade é o alicerce do futuro. Em Brasília, para não fugir muito da sua pergunta, o nosso governo vai trabalhar para recuperar áreas, garantir a vida no Lago Paranoá, estimular atividades econômicas com o uso de energia limpa e combater a emissão de carbono.



Fonte: Blog da Paola