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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Entrevista à Rádio CBN Brasília


Hoje Eduardo concedeu entrevista à Rádio CBN na segunda-feira, dia 23. A conversa com o jornalista Estevão Damázio foi ao ar às 10h e incluiu tópicos sobre saúde, educação, transporte e segurança pública e afirmou apoio à proposta de eleição direta para os administradores regionais das cidades satélites. "Como o cidadão pode ser representado, se ele não escolhe seu administrador?", questionou.

Eduardo também reafirmou que pretende criar uma secretaria extraordinária para tratar a questão da regularização de condomínios, loteamentos e parcelamentos no Distrito Federal. "São 600 mil pessoas vivendo em condomínios irregulares", enfatizou.

Sobre drogas, disse que as fronteiras do DF têm de ser protegidas. "A matéria prima para as drogas não é produzida aqui", declarou. "Temos que atuar na prevenção", completou.

Eduardo também falou sobre a adoção de ônibus verdes, movidos a etanol e energia elétrica, no transporte público e sobre a utilização de equipamentos públicos já existentes em um programa de educação integral.










domingo, 8 de agosto de 2010

Eduardo Brandão aposta na popularidade da presidenciável do PV para conquistar eleitores




Publicação: 08/08/2010 08:20



A corrida ao Palácio do Buriti conta com oito candidatos.
Os dois mais bem colocados nas pesquisas travam uma disputa histórica. Joaquim Roriz (PSC) foi governador por quatro vezes. O Partido dos Trabalhadores ocupou o cargo por quatro anos, mas sempre esteve vivo nas disputas eleitorais. Neste ano, outros concorrentes tentam quebrar a hegemonia azul versus vermelho.


Eduardo Brandão, do Partido Verde, já esteve com o PT e integrou o governo de José Roberto Arruda por um ano, mas resolveu não fazer alianças para as próximas eleições. “Após o sofrimento político do último ano, entendemos que era hora de nos posicionarmos e colocarmos uma candidatura alternativa para o Distrito Federal”, diz. O trunfo da legenda é a disputa de Marina Silva à Presidência da República, que garante mais visibilidade aos candidatos do PV.

Durante a campanha, Brandão promete ser propositivo, mas sem deixar de apontar as falhas dos adversários. Para ele, Roriz traz uma instabilidade jurídica para o DF — uma vez que tem a candidatura sub judice. “Se por acaso ele obtiver sucesso, quem garante que ele vai ser diplomado, que vai assumir?”, pondera. Já Agnelo tem problemas internos na coligação para resolver. “Eles vão ter muita dificuldade nesse processo. Tanto internamente, como no relacionamento com o PMDB.”


Por que o PV resolveu lançar o senhor como candidato a governador do Distrito Federal?

Eu nasci em 14 de fevereiro de 1960 e com um mês de idade já estava em Brasília. Vi essa cidade crescer de uma forma interessante nos primeiros anos e depois de uma forma muito cruel. Estou no Partido Verde há 20 anos, fui presidente em Brasília por 10 e atual secretário-nacional. Com a vinda da Marina para o PV, o partido mudou de patamar. Passamos a ter outro tipo de visibilidade. Temos hoje uma candidata a presidente da República que destruiu a polarização nacional entre PT e PSDB e, em Brasília, tem uma intenção de voto de 20%. Após o sofrimento político do último ano, entendemos que era hora de nos posicionarmos e colocarmos uma candidatura alternativa para o Distrito Federal. Existe uma hegemonia do Roriz, em 18 anos de governo, e nunca tivemos opções. Não lançamos uma candidatura para marcar posição, mas para disputar.


Para chegar ao segundo turno, será preciso tirar Roriz ou Agnelo. Quem é o alvo do PV?

Não existe um alvo específico. De um lado, tem a hegemonia do Roriz. Ele sempre escolheu ganhar do PT. Agora, a candidatura do Roriz só serve para aumentar o sofrimento do brasiliense, porque vamos continuar na mesma incerteza jurídica que estamos vivendo há quase um ano. Se, por acaso, ele obtiver sucesso na candidatura, quem garante que ele vai ser diplomado, que vai assumir? E o povo de Brasília fica como? Por outro lado, o PT, historicamente, não consegue a reeleição. Em todos os lugares, guardadas as exceções, o PT não consegue outro mandato por problemas de gestão.


Se forem confirmadas as expectativas de dar os dois no segundo turno, quem o PV apoiaria?

Não espero que isso aconteça. Hoje, as pesquisas medem o nível de conhecimento. Roriz já foi governador. Agnelo foi deputado distrital, federal, ministro (do Esporte). Na medida em que a gente conseguir mostrar a candidatura do Partido Verde, as nossas propostas e a ligação forte com o projeto nacional, esse quadro vai mudar rapidamente. A campanha começa realmente agora, quando as pessoas começam a parar para pensar sobre isso. Elas estão voltadas para as eleições para presidente e ainda não se voltaram para as disputas regionais.


Mas o senhor tem potencial para roubar o eleitor de quem?

Podemos tirar votos dos dois lados. Até por conta de alguns processos, como as confusões que existem nas outras campanhas. O Fraga (Alberto Fraga, candidato ao Senado pelo DEM) decidiu fazer campanha independente, sem o Roriz. Do lado do PT, existe uma dificuldade muito grande dentro da aliança. Eles fizeram uma vitamina de muitas frutas. Essas duas candidaturas fizeram dois copos de vitamina pensando exclusivamente no tempo de televisão. Agora, não podemos esquecer que nossa história sempre foi mais à esquerda. Nunca fizemos parte do grupo do Roriz.


Em 2006, vocês foram vices do PT, mas recentemente fizeram parte do governo Arruda…

Nós fomos para o governo em dezembro de 2008. Também foi o PDT, o PPS já estava desde o começo, o PT sempre vai de alguma forma, o PSB. Naquele momento, o governo tinha 80% de aprovação. Não somos antigoverno. Não temos um projeto para não governar. À medida que as nossas propostas são valorizadas, a gente quer contribuir. Fizemos projetos importantes no governo. A primeira bandeira foi a questão do aterro sanitário. Brasília tem um lixão a céu aberto a poucos quilômetros do Congresso Nacional. Isso não é possível. Desenvolvemos projetos de vivência, como os parques perimetrais. O conceito é fazer uma área no entorno do parque como uma área de transição, delimitando o parque não por cerca, mas com uma ciclovia, um calçadão para atividades de lazer e esporte. Esses projetos foram muito interessantes. Mas fomos o primeiro partido a sair do governo quando estourou o problema (da Caixa de Pandora).


O PV não tem deputado em Brasília para dar sustentação a um possível governo. Como conseguir governar sem repetir a prática denunciada pela Caixa de Pandora?

A gente não vai ter um número pequeno na Câmara. A experiência nos mostra que com Marina vamos ser muito mais fortes. Em São Paulo, tivemos 500 mil votos de legenda. Mesmo assim, não vamos ter maioria na Casa. Mas qualquer que seja o governador, ele terá que mudar essa relação com a Câmara. A vocação de Brasília é sair das páginas policiais e ir para as de política. Isso vai ser reformulado de qualquer maneira, porque não existe mais essa possibilidade de relações promíscuas. Vamos governar com os deputados que vamos eleger e com o apoio de muitos partidos, como o PDT e o PSB, com quem sempre trabalhamos juntos. A nossa base de apoio vai ser em cima de propostas.


O senhor acredita que vai ter uma resposta do eleitor para fazer uma faxina na Câmara?

De uma grande dor surgem as mudanças. A gente vai ter uma renovação muito maior do que o normal. Esse é o primeiro passo. Depois será preciso mobilizar a população para fazer a reforma política. O Partido Verde está mobilizado para isso.


O líder das pesquisas já governou Brasília por vários anos. Você acha que o eleitor vai comprar a ideia de renovação?

Se fosse para me pautar por pesquisa, não estaria enfrentando esse projeto. A gente tem muita esperança em Brasília, que dá exemplos fantásticos. O Distrito Federal é a única unidade da Federação com faixa de pedestres. No nosso plano de governo, por exemplo, está a implantação da bicicleta pública para pequenos trajetos, como da Rodoviária do Plano Piloto à Esplanada dos Ministérios. A pessoa chega de metrô, se identifica no bicicletário, pega uma bicicleta, vai ao Ministério e volta. Isso vai dar certo. Vamos mostrar que temos capacidade para isso, porque Brasília é uma cidade politizada.


Em um minuto e três segundos de televisão no horário eleitoral, o que dá para mostrar?

Dá para mostrar nosso trabalho. Os outros dois candidatos têm tempo para falar muita besteira e errar bastante. Vamos trabalhar propositivamente. Vamos apontar os erros, como o grande erro ambiental de Brasília, o desmando e a grilagem de terras. Hoje, 25% da população moram em condomínios. Quantos estão regularizados? O que fizeram com a Colônia Agrícola Vicente Pires, com o córrego, com a área de proteção e com as matas ciliares é um horror. Fica em frente à residência oficial do governador. Quem estava lá não viu? É o desmando. Também tem a parte legalizada, como a área do Catetinho. Não deve ter adensamento urbano lá. É um erro muito grande do Estado.


O que o senhor acha do PDOT (Plano Diretor de Ordenamento Territorial)?

Nós precisávamos do PDOT há muito tempo. O primeiro documento foi técnico e poderia ter tido alguns pontos de correção. Mas quando foi para a Câmara, ele virou um documento político. Agora precisa ser reestudado e revisado. Tem uma série de pequenas cirurgias encomendadas por interesses pessoais. Brasília tem o metro quadrado mais valorizado do Brasil. Aí se pega uma residência com gabarito de oito metros de altura e transforma em área para posto de gasolina ou para prédio de 20 andares. Isso não pode existir. O processo de adensamento é necessário. Mas você tem de saber escolher o que fazer.


A previsão de gastos da sua campanha é de R$ 20 milhões. Por que é tão cara e de onde vem o financiamento?

A lei eleitoral é rígida. Se o candidato passar R$ 1 da previsão, é impugnado. Como desde o início um estudo aponta que vamos estar no segundo turno, o partido entendeu melhor colocar uma margem de folga. Hoje, a gente trabalha com doações de amigos. Não temos pacto com nenhum desses projetos de estruturas organizadas nos serviços prestados ao governo. Nossa possibilidade de arrecadação é pequena. A previsão real do primeiro turno é de 15% do que a gente calculou.


Muitos candidatos estão reclamando da falta de dinheiro. No PV a situação é semelhante?

A gente já esperava não aparecer dinheiro. A diferença que sinto nas campanhas está na aceitação no corpo a corpo. A experiência da outra vez (em 2006) foi muito triste. Na primeira caminhada no Setor Comercial Sul, gritaram: “Vai cuecão de dólar”. Isso porque a gente estava no auge do mensalão do PT. Era ruim abordar as pessoas nas ruas e falar sobre candidatura.


Vocês estiveram em duas situações delicadas: com o PT logo após o mensalão em nível nacional e com o DEM, em Brasília, na época das denúncias de corrupção.

A opção de estar na última eleição com o PT foi resultado de uma história de atuação em Brasília. Sempre estivemos no bloco de oposição ao governo Roriz. Além disso, a contribuição do PV ao governo (Arruda) foi muito boa para a sociedade.


Sobre a Lei da Ficha Limpa: o senhor foi condenado por falência fraudulenta da empresa da qual era sócio. Quase foi enquadrado na lei, mas, como a pena prescreveu, foi liberado. O que acha disso?

Primeiro, sou absolutamente ficha limpa. Todos os meus documentos mostram o nada consta. A Lei da Ficha Limpa é para pegar o político corrupto. O meu caso foi de uma empresa familiar, ocorrido há 20 anos. A empresa foi atingida pelo Plano Collor. A Ficha Limpa não é para isso. Como toda lei nova, ela carece de regulamentações e discussões.


Um administrador que participou da falência do próprio negócio tem condições de ser governador?

Eu era o responsável técnico da empresa. Nunca fui o gestor. Se hoje você pegar o currículo de obras das quais fui responsável pela área técnica, vai ver que tenho centenas de milhares de metros quadrados construídos, tudo funcionando corretamente. Agora, naquela época, com 30 anos, eu teria alguma dificuldade para administrar. Não porque o jovem não tenha capacidade, mas porque é necessário passar por percalços para aprender sobre gestão. Hoje, estou preparado.


Quem o senhor prefere enfrentar no segundo turno?

Estou mais acostumado a enfrentar o Roriz. A eleição dele seria um atraso e ocasionaria uma instabilidade jurídica. O DF tem duas grandes vertentes orçamentárias: a arrecadação fiscal e o fundo constitucional. Com a Copa de 2014, temos de preparar a cidade para um crescimento sustentável. Mas os empréstimos estão parados. Enquanto houver essa instabilidade, não vai ser possível fechar os contratos e fazer a cidade crescer. Uma coisa é trabalhar em cima do populismo, outra é sentar com credibilidade perante os órgãos internacionais.


E sobre uma eventual eleição do Agnelo?

A grande dificuldade vai ser no entendimento entre eles. A experiência com o Cristovam Buarque foi essa. Tudo o que tinha de resolver eles montavam um grupo de trabalho. O Executivo não pode ser um grupo de trabalho, tem de ter linhas. Temos um projeto para blindar o GDF. Vamos acabar com essa farra de cargos comissionados. Existem 30 mil cargos, a maioria ocupada não por técnicos, mas por cabos eleitorais. Eles vão ter muita dificuldade nesse processo. Tanto internamente quanto no relacionamento com o PMDB.


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Frases de Eduardo:

"Existe uma hegemonia do Roriz, em 18 anos de governo, e nunca tivemos opções. Não lançamos uma candidatura para marcar posição, mas para disputar"


"A gente não vai ter um número pequeno na Câmara. A experiência nos mostra que com Marina vamos ser muito mais fortes. Em São Paulo, tivemos 500 mil votos
de legenda"


"A campanha começa realmente agora, quando as pessoas começam a parar para pensar sobre isso. Elas estão voltadas para as eleições para presidente e ainda não se voltaram para as disputas regionais"





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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eduardo Brandão expõe suas metas de governo para o DF


Tribuna do Brasil - 05/08/2010

Foto: Divulgação

O jornal Tribuna do Brasil continua com a série de entrevistas com candidatos a governador do Distrito Federal. São as mesmas seis perguntas, enviadas aos candidatos, que têm como intuito esclarecer ao eleitor o plano de governo de cada um em diversas áreas, de acordo com as aspirações da população e necessidades emergenciais de cada setor.


O primeiro candidato a responder aos questionamentos elaborados pela equipe de jornalistas do Tribuna foi Agnelo Queiroz (PT), depois foi a vez de Rodrigo Dantas, do PSTU; hoje é a vez do candidato Eduardo Brandão, do PV. Amanhã serão veiculadas as metas de governo do candidato Newton Lins, do PSL/PTN.

Saúde: Quais seriam as soluções imediatas para problemas como a falta de medicamentos, leitos médicos, equipamentos para diagnóstico e qualificação profissional dos servidores que atuam nos hospitais da rede pública?

A primeira coisa é mudar o eixo do atendimento – os 16 hospitais do Distrito Federal estão sobrecarregados porque o sistema de atenção primária não funciona bem. Prioridade a programas preventivos é uma das maiores bandeiras do Partido Verde.


Temos de aumentar imediatamente o horário de funcionamento e o número de funcionários e profissionais médicos nos 61 centros de saúde e nos 40 postos de saúde urbanos e rurais. Precisamos contratar imediatam’ente profissionais e técnicos multidisciplinares para aumentar a quantidade de grupos de atendimento do Saúde em Casa. Precisamos, também, de iniciar conversação imediata com os governos dos três estados do entorno e com o Governo Federal para juntos encontrarmos soluções em pequeno, médio e longo prazos, para os pacientes que são encaminhados diariamente para os hospitais de Brasília.

Educação: Quais seriam as soluções imediatas propostas pelo senhor para aumentar a oferta de vagas na rede pública de ensino, melhorar a qualidade do ensino e reverter o péssimo estado de conservação das escolas públicas?


Para melhorar a estrutura física das escolas públicas, temos de aumentar o percentual da arrecadação do GDF na Educação, avançar na descentralização dos recursos administrados pelas próprias direções escolares e flexibilizar o uso dos recursos existentes para atender às necessidades mais urgentes da cada unidade de educação – hoje várias escolas têm dinheiro, mas têm de usar obrigatoriamente em rubricas fixas – e nem sempre as que interessam a cada uma delas especificamente.


A administração direta dos recursos leva as unidades escolares a adotar medidas de economia na medida de suas necessidades – isso já foi verificado na fase atual da descentralização. Os diretores também precisam do auxílio de gestores para poder se dedicar mais à atividade pedagógica. Paralelamente, é necessário estabelecer um plano de carreira que seja atraente para manter nos quadros da Secretaria de Educação profissionais das áreas em que se tem maior carência de profissionais – Física, Química, Biologia e Línguas, por exemplo.

Esses não costumam permanecer nas escolas porque os salários e as condições de trabalho não satisfazem suas expectativas. Muito também se perde na qualidade do ensino pelo fato de que os profissionais adoecem com freqüência, precisam se afastar e são substituídos sem a urgência devida, prejudicando o andamento do processo de aprendizagem. Um programa de atenção à saúde das professoras e professores é uma necessidade real que não vem recebendo o devido cuidado.


A situação da Educação Pública não se resolve de uma hora para outra, mas a partir dessas medidas, o caminho para uma solução definitiva se torna mais fácil.

Transporte: Qual seria a solução mais adequada para melhorar a qualidade do transporte público sem aumentar o valor da tarifa e atender a toda população que vem do Entorno do DF para trabalhar no centro de Brasília?


Nesse ponto é preciso, primeiro, ter um Governo independente, que não deva favores aos donos das empresas de ônibus e que realmente fiscalize, multe e até casse a concessão das empresas que não cumprirem com suas obrigações. E essas obrigações têm de ser claras, pois vemos ônibus superlotados em que até mesmo alguns aspectos de higiene não são observados da maneira devida.


Obviamente os empresários e o sindicato dos trabalhadores no transporte público têm de ser chamados ao diálogo, para o estabelecimento de uma agenda comum de metas e prazos para a reformulação do setor, incluída uma proposta de formação continuada e atenção à saúde dos profissionais – para que o respeito ao usuário do sistema de transporte público seja respeitado desde a formulação da política no Buriti até a porta de saída do veículo.


Um exemplo do que é possível fazer sem grandes gastos que impactem no preço das passagens é afixar em todos os pontos de ônibus os horários das linhas. Assim, a população vai poder cobrar e denunciar o atraso nos serviços. Também propomos a substituição paulatina da frota de ônibus por veículos que usem combustíveis menos poluentes e opções de transporte limpo sobre trilhos.


Em relação ao transporte entre as cidades do Entorno e o DF, o GDF tem de parar de “lavar as mãos”. Muita gente que mora lá, trabalha aqui, usa o comércio daqui e os hospitais daqui e isso não vai mudar! Se eu for governador, vou, por exemplo, negociar para que a gestão das linhas de ônibus do entre o DF e o Entorno passem a ser geridas pelo próprio GDF ou pelo menos em um sistema colegiado com as prefeituras.

Segurança: O que poderia ser feito para melhorar a qualificação dos agentes de segurança pública e o atendimento às ocorrências, proporcionando mais agilidade e rapidez?


Na Polícia Federal temos um exemplo prático, que foi aumentar o nível de exigência nos concursos admissionais. É claro que tem de haver uma contrapartida em termos de plano de carreira e remuneração, mas a formação prévia, o treinamento adequado – nos moldes do que é oferecido aos federais – e a formação continuada são indispensáveis para criar e manter um padrão de qualidade nas forças policiais. Junto com isso, tanto a Polícia Militar quanto a Civil precisam ser equipadas adequadamente.


E isso tem de ser feito rápido. Para o Mundial de 2014 a nossa polícia tem de estar preparada e equipada para lidar com o controle de multidões de maneira adequada. As cenas que vimos em frente à Câmara Legislativa nos últimos meses não podem voltar a ocorrer – existem técnicas e equipamentos para evitar aquele tipo de confronto físico.

Em relação ao atendimento, os postos comunitários ajudaram, mas acabaram se tornando balcões de reclamações. Eles servem de base, mas os policiais não devem ficar estacionados ali.

Qual será o seu grande projeto para Brasília?


Não penso em obras faraônicas. Meu grande projeto para Brasília é retomar o espírito original do projeto de Lúcio Costa, com o mesmo tipo de integração que houve entre ele, Niemeyer, Burle Max, Athos Bulcão, Lele Filgueiras e outros criadores. E acordar em cada cidadão o mesmo espírito de mutirão de que os candangos se imbuíram para criar a nossa capital. A partir dessa disposição faremos um grande projeto conjunto – não eu sozinho, para gravar meu nome, mas todo o povo brasiliense.


Qual o lugar que o senhor mais gosta em Brasília (lugar específico)?

Sou um apaixonado por Brasília. São lugares e coisas que só existem em aqui, a terra vermelha, a pizza da D. Bosco. Amo a Ermida D. Bosco, onde batizei dois dos meus filhos. Também tenho uma relação afetiva com o Gilberto Salomão e com o Beirute, onde vivi bons momentos na juventude. Mas o Lago Paranoá é, acima de todas, a minha maior paixão. E vou lutar para que todo cidadão brasiliense possa ter acesso a esse tesouro que está praticamente privatizado.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

"É preciso sair da mesmice"


(Entrevista com Eduardo Brandão)

por Bruna Torres

Jornal de Brasília
02/08/2010


A pesar de ter nascido no Rio de Janeiro, Eduardo Brandão, candidato ao Governo do Distrito Federal pelo PV, se considera brasiliense. Isso porque veio para a cidade na festa de inauguração de Brasília, em 21 de abril de 1960, quando ainda tinha um mês de idade. O postulante começou a militância nos movimentos estudantis da Universidade de Brasília (UnB), com discussões sobre o regime militar e a liberdade de expressão.

Tempos depois, Eduardo Brandão foi para Minas Gerais trabalhar na campanha de Tancredo Neves, já que em Brasília ainda não havia eleições. Voltou para a capital do País, onde começou a fazer parte do PV, há quase 20 anos. Hoje é secretário nacional e presidente do partido no DF.

A proposta do candidato busca trazer alternativas para Brasília que, na opinião dele, está cansada de ter sempre os mesmos partidos no comando do Palácio do Buriti. Com os problemas que a cidade passou depois de deflagrada a Operação Caixa de Pandora, Brandão acredita que o DF só "funcionou" graças aos servidores públicos, que "tocaram" a cidade, e por isso, ele explica que seu governo pretende trazer melhoras para eles.





Por que você se lançou como candidato?

Primeiro, porque acho que temos um fator nacional que é a Marina Silva (candidata à Presidência da República pelo PV). Isto está sendo um projeto alternativo para o Brasil, rompendo a polarização entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Viemos para dar uma alternativa para Brasília. Não é para marcar posição, é para falar fora do processo bipolar que assistimos há 22 anos, sempre o vermelho e o azul. Queremos ser exemplo fora desse processo viciado, precisamos sair desse lixo. Nosso partido não está atrelado a interesses financeiros, mas, sim, com a sociedade como um todo. Vamos surpreender. É hora de alternativa.



E o que essa nova alternativa traz ?

Acreditamos que a sociedade tem vocação para o novo e vai ser capaz de entender que temos capacidade de gerir e propor uma maneira diferente de olhar Brasília. De uma maneira mais pura, clara, transparente. Trabalhar com a sustentabilidade, começando pela questão social, qualificar profissionais e beneficiar mais os servidores públicos. Brasília ficou meses sem governo e quem tocou a cidade foram os servidores. O que tem que ordenar é valorizar os servidores e dar chances ao em preendedor, desde que não venha com relações ruins para o Estado.



O que você acha dos outros candidatos ao GDF?

Nossa candidatura, nossa campanha não será pautada nesse processo, olhando para o lado. Queremos somente olhar para frente e trazer propostas positivas que queremos alcançar. Brasília já sofreu demais e por isso não avaliamos outras candidaturas. Imagina ficar mostrando denúncias, isso faz a nossa gente sofrer. Assim, o cidadão perde a esperança. Espero que o eleitor entenda essa coisa de fazer uma eleição bipolar, sair da mesmice para não colhermos o que já colhemos.



O que você achou de o Distrito Federal ter sofrido uma ameaça de intervenção?

Fomos a favor. Entendíamos que era importante. Brasília perdeu em não ter esse processo (de intervenção). O que vemos é que muita gente que não parou na (Lei da) Ficha Limpa foi denunciado, e hoje está se colocando novamente à disposição da sociedade.


E você se considera um candidato ficha limpa?

Sou ficha limpa. A sociedade está cansada de ver isso tudo, e por isso está preparada para reconhecer um projeto alternativo.


Quais são as suas principais propostas?

Estamos com esse processo para avaliação junto com Marina Silva, para fazer uma grande Brasília, trazer a discussão de sustentabilidade. Mostrar que a humanidade pode conviver com as riquezas naturais do planeta. Queremos mudar a cultura do desperdício. As pessoas ainda estão nos conhecendo, e têm interesse nas nossas propostas. A campanha está engatinhando. Temos várias planilhas, como a de deslocamento das pessoas em horários diferentes. Estamos estudando os impactos que isso traz para o serviço. Não há necessidade de todos saírem às 8h e voltarem para casa às 18h. Temos também a proposta de implantar no serviço público a blindagem do funcionalismo público. Acabar com os cargos comissionados, que chegam a ser acima de oito mil.


Você acha que tem chances de ganhar as eleições, apesar de as pesquisas mostrarem outros candidatos na liderança?

Temos. Temos receptividade nos grandes locais em que fazemos campanhas. O brasileiro deixa tudo para a última hora. Enquanto a TV e o rádio não entrarem na pauta, as pessoas não se interessam. À medida que isto começar, agora com o término da Copa do Mundo, a volta das férias escolares, as pessoas se preocupam mais. As eleições começam morna, (os eleitores) vão começar a se preocupar agora em agosto e começar a ver quais são realmente os candidatos. O quadro vai mudar. A gente tem certeza que o povo não aguenta mais o azul e o vermelho de sempre.


Marina Silva disse ser contra o casamento entre homossexuais. Qual a sua posição sobre este assunto?

Acho que o PV tem as suas bandeiras. Eu tenho horror e sou contra qualquer tipo de discriminação, seja ela racial, de opção religiosa ou sexual. Respeito tem que estar acima de tudo. Não aceito discriminação, mas é preciso respeitar os limites dos outros.



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domingo, 25 de julho de 2010

Eduardo Brandão é o entrevistado da semana

Aposta em renovação e sustentabilidade

Eleições 2010, entrevista em 25/07/2010 às 10:43

Diretamente do Blog da Paola
Fotos: Divulgação



Na terceira entrevista com candidatos ao Governo do Distrito Federal, em que as perguntas são feitas por vocês, leitores, a sabatina foi com o candidato do PV, Eduardo Brandão. Confiante de que a população vai apostar em uma renovação nas urnas, Brandão promete uma mudança drástica na forma de fazer política no Distrito Federal. As mudanças seriam tanto comportamental, com transparência e participação popular, como de políticas públicas, com
medidas sustentáveis para o desenvolvimento do DF. Confira a entrevista a seguir:






A política em Brasília, historicamente, sempre girou em torno da polarização PT e Joaquim Roriz, antes no PMDB, agora no PSC. Por que o senhor acha que o PV pode reverter este cenário nas urnas?

(Pergunta do leitor Elton Pereira)

Eduardo Brandão - Não há realmente uma polarização. O que existe é uma hegemonia do grupo do Roriz, com uma breve interrupção de quatro anos, durante o governo do senador Cristovam Buarque. Na verdade, o grupo do ex-governador disputou as eleições contra o PT, mas controla a política local há mais de 20 anos. O melhor retrato dessa hegemonia é a migração da política para as páginas policiais. O sentimento geral é de que Brasília não merece e não quer mais essas pessoas no governo.

Por isso, chegou a hora de nós, os pioneiros, que aqui crescemos, constituímos famílias e aprendemos amar esse céu e esse planalto único, assumirmos a administração da cidade. O Partido Verde é um partido novo, mas já consolidado, que tem propostas novas e modernas como é o perfil de Brasília, uma cidade que já deveria estar voltada para o terceiro milênio, mas ainda patina, por conta das velhas e maléficas práticas políticas.

Tenho certeza de que seremos a alternativa, porque temos um programa que valoriza o homem, o desenvolvimento e a natureza. A sustentabilidade, em todos os setores, representa o futuro, e Brasília, por ser a capital do país, tem que dar esse exemplo. Nós, do PV, temos o caminho.


O senhor considera que sua candidatura foi apenas uma forma de oferecer palanque para a candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva, correndo o risco de ter dividido as forças contra o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) nesta eleição?

(Pergunta do leitor Vinícius Fernandes)

Brandão - Eleição não é uma disputa como um Fla-Flu, Corinthians e Palmeiras, Grenal, ou Cruzeiro e Atlético. O PT só faz aliança impondo os nomes e os cargos, e tem desde a sua fundação uma prática hegemônica. É um partido que não quer aliança política, quer adesão. Vamos para disputa. Vamos apresentar ao eleitorado nossas propostas, e deixar que ele vote.

Dizer que estamos dividindo forças é um argumento de quem teme a disputa. Acho inclusive falta de respeito tentar simplificar dessa maneira o processo eleitoral. Minha opinião sobre o grupo do Roriz já foi emitida na resposta anterior. Quanto ao palanque da senadora Marina, temos informações de pesquisas, feitas em Brasília, que a nossa candidata à Presidência tem quase 25% da preferência do eleitorado. Temos base, portanto, para afirmar que ela é uma força política na capital, e esse é um dos motivos que levaram o Partido Verde a ter candidatura própria ao governo.

Como estamos apenas no começo da campanha, acredito que podemos crescer, e muito, até o final, com grande possibilidade de chegar ao segundo turno. Como já disse, somos a alternativa e não achamos que vamos dividir os eleitores desse ou daquele candidato. Vamos surpreender.


Joe Valle, candidato ecologista do PSB, já está apoiando a candidatura de Agnelo Queiroz. Se houver segundo turno em Brasília e a disputa for entre Agnelo e Joaquim Roriz (PSC), quem o PV vai apoiar?

(Pergunta do leitor Gustavo Chauvet)

Brandão - O Partido Verde é plural e respeita a pluralidade. Acho ótimo que os outros partidos tenham candidatos preocupados com o meio ambiente. Isso é saudável. Gustavo, vamos esperar um pouco. A disputa nem começou. Daqui até o segundo turno muita água ainda vai rolar. É cedo para arriscar qualquer resultado, especialmente numa cidade como Brasília, repleta de cidadãos/eleitores descontentes e revoltados com os políticos. Somos hoje os recordistas em número de candidatos à Câmara Distrital porque todos sabem que a renovação deve ser completa. A propalada polarização ideológica, como já disse, é falsa. O que há é uma mistura dos dois grupos como se eles tivessem sido colocados num liquidificador e depois divididos em copos iguais, com cores diferentes. Não existe diferença. Nós, ao contrário, temos posição, temos norte, temos propostas e dentro disso é que tomaremos nossas decisões.


Caso o senhor seja eleito governador, como será sua relação de governador com a Câmara Legislativa? Como fazer uma base de apoio ao governo com pouco ou nenhum candidato do PV na Casa? Quem faria parte desta base?

(Pergunta do leitor Herson Nei Oliveira)

Brandão - Qualquer que seja o próximo governador – espero que seja eu –, vai protagonizar o início de uma nova era na relação do Executivo e o Legislativo local. A relação vai ter que ser transparente e feita à luz do dia, sem meias, sacolas e bolsas recheadas. A Câmara Distrital vai se renovar completamente como resposta dos eleitores aos escândalos que todos assistiram na TV. O PV tem 48 candidatos a distrital e com certeza alguns deles vão chegar lá. Eles serão condutores e criadores dessa nova base.


Quais os principais pontos do seu programa de governo que se diferenciam dos outros candidatos?

(Pergunta do leitor Gustavo Chauvet)

Brandão - Caro Gustavo, sinceramente conheço muito pouco o programa dos outros candidatos. Mas conheço a prática deles no poder. E o que queremos é totalmente diferente do que era, quando estiveram no Buriti. Eles querem mais viadutos e pistas largas para os carros; nós queremos transporte público de qualidade com a utilização de energia limpa para toda a gente. Eles pensam nos carros, nós pensamos nas pessoas.

Eles querem apenas mais polícia na rua; queremos uma polícia eficiente e gente na rua. Para o partido Verde, segurança pública é gente na rua, nas praças, ocupando os espaços públicos com arte e cultura. Eles abandonaram o ensino público. A educação é o primeiro item do programa do PV. Eles querem indústrias e chaminés, queremos o desenvolvimento com empregos dignos. São muitas as diferenças, principalmente conceituais e comportamentais.


O senhor pretende dar continuidade a projetos voltados à Educação como, por exemplo, o Bolsa Universitária e o DF Digital, que dá oportunidades a pessoas de baixa renda terem um ensino de qualidade? Quais as suas propostas para a área?

(Pergunta dos leitores Ludmila Mascarenhas, Danilo Silvestre e Jeniffer Alves)

Brandão - Claro que vamos manter os projetos bem sucedidos, com bons resultados. Somos contra a política de atribuir ao governo anterior apenas práticas condenáveis, incompetência e corrupção. Alguns projetos merecem ser mantidos e estimulados. A educação para o PV não faz parte do discurso eleitoral. Faz parte da vida. O PV não existiria nem teria para onde crescer sem a educação. Todo o programa do PV, na economia, na segurança, na arte, na cultura, na habitação, tudo tem a ver com a educação. Isso não é promessa de campanha, mas uma convicção do nosso Partido. Jamais chegaremos a ter o almejado desenvolvimento sustentável sem educação. Vocês, Ludmila, Danilo e Jeniffer podem chamar, sem demagogia, o nosso partido de Partido Verde da Educação.


O senhor pretende escolher os administradores regionais entre seus moradores ou líderes comunitários das cidades? Como se dará essa escolha?

(Pergunta do leitor Eurides Brutão)


Brandão - O Partido Verde conta com candidatos e pessoas qualificadas em todas as regiões do Distrito Federal. Mas Eurides, o critério de escolha não será exclusivamente partidário. Vamos avaliar a competência, a história, os laços afetivos e o conhecimento que o futuro administrador tem com cada região. Taí outra das qualidades do PV, analisamos vários aspectos e não só a questão política.




A Saúde é hoje um dos principais problemas do Distrito Federal e uma das críticas à gestão da área é terceirização dos serviços, como ocorreu no Hospital de Santa Maria. Qual a posição do senhor quanto a isso, o que fazer com o hospital e quais suas principais medidas para melhorar o atendimento à população?


(Pergunta dos leitores Dan Lima e Antônio Costa)

Brandão - Saúde é um tema tão importante para nós que o meu candidato a vice é o médico Luiz Maranhão, que já pertenceu aos quadros da rede pública. Sem trocadilhos, para o Partido Verde, prevenir é sempre melhor que remediar. Por isso, vamos ampliar as redes de assistência básica à saúde, o número e o expediente dos postos de saúde, as equipes do Programa Saúde da Família e instalar consultórios dentários nos postos de saúde e em todas as escolas públicas. Vamos equipar os hospitais e criar conselhos de moradores para ajudar na sua conservação e na fiscalização dos serviços prestados.

Sobre os convênios citados, acreditamos que eles só são considerados complexos por aqueles que não querem resolvê-los ou que de alguma forma se beneficiam deles. Com o diálogo aberto, franco e democrático com os atores e setores envolvidos é possível encontrar soluções para os conflitos hoje existentes. Um dos problemas básicos envolve a remuneração dos profissionais da saúde. Existe, por exemplo, a questão da quantidade reduzida de anestesistas e intensivistas dispostos a trabalhar no SUS, já que no setor privado os salários são mais atrativos. A melhoria dos salários é um dos caminhos em busca da solução. Não menos importante, vamos negociar com os governos Federal, da Bahia, Minas e Goiás investimentos comuns para a saúde no Entorno do Distrito Federal. Gastaremos melhor o dinheiro do contribuinte de Brasília se, por exemplo, ajudarmos o governo de Minas a construir um posto ambulatorial em Unaí. Um bom atendimento lá vai diminuir a demanda no sistema hospitalar do DF.



O PV tem bandeira de desenvolvimento sustentável. Ainda dá para fazer isso no Distrito Federal mesmo depois da avalanche de condomínios irregulares e invasões? Como seria?

(Pergunta da leitora Ana Carolina Maia)

Brandão - É, Ana Carolina! Perdemos muito tempo olhando a cidade crescer de maneira desordenada. O que fizeram em Vicente Pires, por exemplo, foi um crime. A omissão oficial permitiu que a cidade perdesse parte do seu cinturão verde e das matas de galeria. O riacho de águas limpas da minha infância é hoje um canal condutor de lixo e esgoto a céu aberto. Agora cabe a nós preservar o que resta, recuperar áreas degradadas e recriar cinturões verdes.

Outro aspecto fundamental – e essa é uma das razões do PV ter sido criado – é a conscientização que devemos ter da nossa relação com o meio ambiente. Quando o PV surgiu, foi vítima de campanhas difamatórias, a defesa do crescimento com equilíbrio e respeito à natureza eram consideradas propostas utópicas. Pouco a pouco, tijolo a tijolo, mostramos que a sustentabilidade é o alicerce do futuro. Em Brasília, para não fugir muito da sua pergunta, o nosso governo vai trabalhar para recuperar áreas, garantir a vida no Lago Paranoá, estimular atividades econômicas com o uso de energia limpa e combater a emissão de carbono.



Fonte: Blog da Paola